Apesar de seus 457 anos de fundação, a cidade de Vitória ainda engatinha quando o assunto é o aproveitamento de ciclovias. Hoje, a capital capixaba possui cerca de 23km de vias para bicicletas. Com as obras na orla de Camburi, na avenida Fernando Ferrari e no Calçadão do Porto são mais 11km. Só que em outras regiões da cidade, muitos ciclistas ainda precisam dividir com os carros o espaço das ruas, como é o caso da região de São Pedro, onde, aliás, as pessoas costumam utilizar muito mais esse meio de transporte inteligente do que em outros bairros considerados nobres de Vitória.A comparação pode ser injusta, mas grandes metrópoles como Paris e Pequim parecem aproveitar muito mais os benefícios de um trânsito com menos carros e mais bicicletas. Segundo o jornal China Daily, a capital chinesa, que recebeu os últimos Jogos Olímpicos, já possui mais de 10 milhões de "magrelas" em circulação. A capital francesa conta com mais de 400km de ciclovias e cerca de 20 mil bikes colocadas à disposição da população e dos turistas, que são alugadas em pontos estratégicos como estações de metrô. Aqui na América do Sul, o bom exemplo vem de Bogotá, que construiu nos últimos anos mais de 350km de ciclovias e resolveu quase todos os problemas com trânsito.
Andar de bicicleta tem tudo a ver com sustentabilidade. Significa menos carros nas ruas, menos CO2 na atmosfera, menos poluição sonora, menos trânsito intenso. Subir em uma bike e sair pedalando contribui não apenas para a qualidade do ar que respiramos como também é considerado um ótimo exercício físico.
Todo ano acontece uma edição do Dia Mundial Sem Carro. A do ano passado contou com a participação de mais de 2 mil cidades em 40 países. O evento, que surgiu na França no final da década de 90, hoje está ligado ao Movimento Bicicletada, que acontece em São Paulo, Vitória e em várias outras cidades brasileiras.
Quando for fazer trajetos curtos, antes pense duas vezes se não vale a pena ir de bicicleta. No mínimo, você evitará aquela irritação do trânsito e com certeza verá sua própria cidade com outros olhos. Agora, alguns cuidados são sempre bem-vindos para você pedalar tranqüilo por ai.
Pedale à direita da via, sem fazer ziguezagues e sem colar na calçada. Por lei, motoristas são obrigados a respeitar uma distância de 1,5 metro quando forem ultrapassar um ciclista. No Brasil, essa lei poucos conhecem, mas na Europa é bastante comum. Andar na contramão significa, em certas horas, não estar no campo de visão de pedestres e motoristas. A pessoa que atravessa a rua e o motorista que dobra a esquina estará olhando para o lado de onde vem os outros carros. Cuidado!
Sinalize o que você pretende fazer e tenha certeza que o motorista que irá entrar numa esquina esteja vendo você. Se for virar à direita, por exemplo, estique o braço na direção. Se for seguir em frente, faça um sinal com o braço esquerdo. Se você virar à esquerda em um cruzamento, peça passagem, devagar. Se o tráfego for muito intenso, desça da bicicleta e atravesse na faixa de pedestre.
Cuidado com portas abrindo, e também com buracos, bueiros e valetas. Preste atenção com carros que estejam estacionando. Diminua a velocidade.
Evite o tocador de mp3. Mesmo se não for usar capacete, retrovisor, farol, refletivos e outros equipamentos de segurança, o uso do mp3 tira praticamente toda a atenção do ciclista. Ouvir aquela sua banda favorita pedalando apenas se for na ciclovia.
Retirado de http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/01/48371-com+pressa+va+de+bike.html em 17/01/09












