"Com pressa? Vá de bike!", por Daniel Gois: eficiência da bicicleta no trânsito

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70067-496cf60106d1f_320x238Apesar de seus 457 anos de fundação, a cidade de Vitória ainda engatinha quando o assunto é o aproveitamento de ciclovias. Hoje, a capital capixaba possui cerca de 23km de vias para bicicletas. Com as obras na orla de Camburi, na avenida Fernando Ferrari e no Calçadão do Porto são mais 11km. Só que em outras regiões da cidade, muitos ciclistas ainda precisam dividir com os carros o espaço das ruas, como é o caso da região de São Pedro, onde, aliás, as pessoas costumam utilizar muito mais esse meio de transporte inteligente do que em outros bairros considerados nobres de Vitória.

A comparação pode ser injusta, mas grandes metrópoles como Paris e Pequim parecem aproveitar muito mais os benefícios de um trânsito com menos carros e mais bicicletas. Segundo o jornal China Daily, a capital chinesa, que recebeu os últimos Jogos Olímpicos, já possui mais de 10 milhões de "magrelas" em circulação. A capital francesa conta com mais de 400km de ciclovias e cerca de 20 mil bikes colocadas à disposição da população e dos turistas, que são alugadas em pontos estratégicos como estações de metrô. Aqui na América do Sul, o bom exemplo vem de Bogotá, que construiu nos últimos anos mais de 350km de ciclovias e resolveu quase todos os problemas com trânsito.

Andar de bicicleta tem tudo a ver com sustentabilidade. Significa menos carros nas ruas, menos CO2 na atmosfera, menos poluição sonora, menos trânsito intenso. Subir em uma bike e sair pedalando contribui não apenas para a qualidade do ar que respiramos como também é considerado um ótimo exercício físico.

Todo ano acontece uma edição do Dia Mundial Sem Carro. A do ano passado contou com a participação de mais de 2 mil cidades em 40 países. O evento, que surgiu na França no final da década de 90, hoje está ligado ao Movimento Bicicletada, que acontece em São Paulo, Vitória e em várias outras cidades brasileiras.

Quando for fazer trajetos curtos, antes pense duas vezes se não vale a pena ir de bicicleta. No mínimo, você evitará aquela irritação do trânsito e com certeza verá sua própria cidade com outros olhos. Agora, alguns cuidados são sempre bem-vindos para você pedalar tranqüilo por ai.

Pedale à direita da via, sem fazer ziguezagues e sem colar na calçada. Por lei, motoristas são obrigados a respeitar uma distância de 1,5 metro quando forem ultrapassar um ciclista. No Brasil, essa lei poucos conhecem, mas na Europa é bastante comum. Andar na contramão significa, em certas horas, não estar no campo de visão de pedestres e motoristas. A pessoa que atravessa a rua e o motorista que dobra a esquina estará olhando para o lado de onde vem os outros carros. Cuidado!

Sinalize o que você pretende fazer e tenha certeza que o motorista que irá entrar numa esquina esteja vendo você. Se for virar à direita, por exemplo, estique o braço na direção. Se for seguir em frente, faça um sinal com o braço esquerdo. Se você virar à esquerda em um cruzamento, peça passagem, devagar. Se o tráfego for muito intenso, desça da bicicleta e atravesse na faixa de pedestre.

Cuidado com portas abrindo, e também com buracos, bueiros e valetas. Preste atenção com carros que estejam estacionando. Diminua a velocidade.

Evite o tocador de mp3. Mesmo se não for usar capacete, retrovisor, farol, refletivos e outros equipamentos de segurança, o uso do mp3 tira praticamente toda a atenção do ciclista. Ouvir aquela sua banda favorita pedalando apenas se for na ciclovia.

Retirado de http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/01/48371-com+pressa+va+de+bike.html em 17/01/09
Última atualização ( Seg, 27 de abril de 2009 13:54 )  

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