Técnico holandês presta consultoria em cicloestruturas de Joinville e Porto Alegre

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Holandês visita as ciclovias de Joinville e sugere melhorias

anCrianças de três, quatro anos, indo e vindo de bicicleta (com rodinhas e capacete) pelo Centro da cidade. Sem barulho de motor de carros, motocicletas aceleradas, caminhões. Parece sonho, mas o arquiteto Jaap Rijnsburger, da organização não-governamental I-CE, conhece cidades assim no seu país natal, a Holanda, a terra das bicicletas. Essas cidades são pequenas, são exceções, mas deveriam servir de modelo, afirma.

"Joinville está fazendo um bom trabalho em aumentar as ciclovias, mas não se compara com cidades que receberam altos investimentos por décadas". Consultor do Bicycle Partnership Program, da I-CE, Rijnsburger percorreu ontem ruas de Joinville para conferir a situação de ciclovias e ciclofaixas. Fotografou trechos e conversou com o gerente de mobilidade do Instituto de Planejamento Urbano (Ippuj), Vladimir Constante. O material vai entrar na pauta de discussões da ONG, que oferece sugestões para os países melhorarem a infra-estrutura aos ciclistas.

Rijnsburger viu problemas nos cruzamentos. Motoristas e ciclistas não se entendem ao dobrar as esquinas. Em caso de acidente, o ciclista leva a pior. "No meu país, há semáforos para os ciclistas. Também é usual ter ciclovias nos dois lados da rua." Ele avisa que ciclovias têm de ter continuidade. Na Monsenhor Gercino, no Itaum, o grande fluxo de ciclistas não tem para onde ir depois que a ciclovia acaba.

Há quase dez anos, Joinville tinha dez quilômetros de ciclovias. Hoje, são 64. Estão incluídas ciclofaixas, separadas do trânsito comum apenas por faixas, e ciclovias, isoladas por meios-fios.

O Ippuj planeja chegar a 280 quilômetros até 2010. Para cem quilômetros, há dinheiro previsto de programas do governo federal (Pró-transporte), do BNDES e do fundo internacional Fonplata.

O gerente do Ippuj, Constante diz que idéias interessantes vêm da Holanda. "Uma espécie de secretaria regional específica cuida da manutenção das ciclovias em cada bairro". Rijnsburger ainda aconselha que os ciclistas se organizem em grupos para cobrar melhorias. Na Holanda, são 20 milhões de ciclistas. Alguns grupos têm 30 mil. "Eles têm força para pedir mudanças até para o governo federal".

Ciclovias visitadas
- Monsenhor Gercino, no Itaum.
- São Paulo, no Bucarein, Floresta e Centro.
- João Colin*, no Centro.
- Beira-rio, no Centro.
- Albano Schmidt, no Boa Vista.
- Helmuth Fallgatter, no Boa Vista.
Em um seminário ontem, na Udesc, o Movimento Pedala Joinville sugeriu ações em comum com a ONG internacional e a universidade. As idéias são fazer um vídeo educativo sobre ciclismo para motoristas, para auto-escolas e garantir bolsas para manter palestrantes em escolas públicas.

Retirado de http://www.clicrbs.com.br:80/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2300517.xml&template=4187.dwt&edition=11142&section=885 em 20/11/08


Holandês pedala e aprova a nova ciclovia de Porto Alegre

znArquiteto divulga programa que incentiva a prática em grandes cidades
Com a experiência de quem presidiu durante 10 anos a União de Ciclistas da Holanda (país onde 30% dos deslocamentos são feitos com bicicleta), o arquiteto Jaap Rijnsburger conheceu a recém-criada ciclovia da Avenida Diário de Notícias.

Após percorrer os 1,5 quilômetros em uma bicicleta, Rijnsburger fez seu diagnóstico:

- O piso é mais adequado para caminhadas. Não tem calçada ao lado, fazendo com que as pessoas utilizem a ciclovia como calçadão, e não tem botão para o ciclista mudar o sinal na sinaleira (o mecanismo disponível é destinado a pedestres). Mas como primeira experiência, está ótimo.

À convite do Centro de Transporte Sustentável Brasil, Rijnsburger, defensor da cultura da bicicleta, visitou a Capital ontem para divulgar um programa que incentiva o ciclismo em grandes cidades da Ásia, África e América Latina.

Pela manhã, o arquiteto reuniu-se com vereadores e conheceu o plano cicloviário do município. À tarde, conversou com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), Luiz Afonso Senna.

- Percebe-se o movimento dos políticos, dos empresários e dos ciclistas para implantação de ciclovias. É o primeiro passo. O mais importante é criar uma cultura que valorize as bicicletas - diz Rijnsburger, que evitou comentários técnicos.

Entre os países europeus, a Holanda é o que tem maior adesão ao ciclismo, com 18 milhões de "magrelas" para a população de 16 milhões de habitantes. Apenas em Amsterdã, há 4 mil quilômetros destinado aos amantes das bicicletas.

No mundo, a Holanda perde apenas para China e Índia em termos de adesão à prática.

Rijnsburger presidiu durante 10 anos a União de Ciclistas da Holanda.

Retirado de http://zerohora.clicrbs.com.br:80/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2304308.xml em 22/11/08

Última atualização ( Ter, 02 de dezembro de 2008 11:05 )  

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