Joinville ainda é das bicicletas

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Crianças  indo e voltando de bi-cicleta  - com  rodinhas na  roda  tra-seira  e  capacete  na  cabeça  –  pelos bairros, praças e parques da cidade. Operários  e  executivos  dividindo o mesmo espaço nas poucas  ciclo-vias  joinvillenses  para  chegar  ao trabalho.  Tudo  isso  sem  o  barulho do  motor  de  carros,  motocicletas aceleradas,  caminhões,  ônibus  e nem  poluição.  A  cena  descrita  lhe parece   utópica? Pode ser, se consi-derados os dias atuais, mas não se, de  fato, vivêssemos na “Cidade das Bicicletas”.

Em 1950,  Joinville  foi agraciada com esse  título. Na época, a cidade com pouco mais de 18 mil habitan-tes  tinha  oito  mil  bicicletas.  Hoje, estima-se  uma  população  de mais de 500 mil habitantes e cerca de 250 mil  bicicletas. Motivo mais  do  que justo para que o título seja mantido. Na cidade, a média é de 7,8% de viagens diárias dos joinvilenses fei-tas de bicicleta, enquanto a média nacional levantada pelo Ministério das Cidades é de 1,75%. “O interes-sante é que 90% destas viagens de bicicleta na  cidade  são  feitas para ir  e  vir  do  trabalho”,  destaca  Vla-dimir  Constante  Tavares,  diretor-executivo  da  Fundação  Instituto de Pesquisas e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj).

Outra média  interessante  é  a de  uma  bicicleta  para  cada  dois habitantes.  Dado  signifcativo, principalmente  se  levado  em consideração  que,  nos  dias  de hoje, diferente da década de 1950, apresenta-se  um  número  exage-rado de carros e motos.

Mesmo  assim,  a  boa  e  velha “magrela”  ainda  está  na moda.    O aumento - lento, porém continuado – da  instalação de ciclovias nos úl-timos anos, tem contribuído para o aumento  signifcativo  dos  usuários de bicicleta.

Atualmente  Joinville conta com 67 quilômetros de ciclovias. Outros 83  quilômetros  estão  inclusos  em projetos  já elaborados pelo  Ippuj e serão  contemplados  nos  projetos Pró-Transporte e BNDES III. Por ser um método de transporte com baixo ou nenhum impacto am-biental, e baixo custo de aquisição e manutenção, o uso das bicicletas é incentivado pelos governos.

Clique aqui para baixar a reportagem completa: história, fotos, gráficos.

Retirado de Jornal Notícias do Dia, 07 e 08/02/09
Última atualização ( Ter, 10 de fevereiro de 2009 18:38 )  

Comentario 

  1. #2 Gilberto Write e-mail
    2012-08-1408:52:10 Ciclovias que começam em algum lugar e terminam misteriosamente antes dos cruzamentos ou rotatórias. Ou seja: não levam a lugar algum, não são interligadas. 90% dos acidentes com ciclistas ocorrem nos cruzamentos. Não existe um só cruzamento ou rotatórias com sinalização para proteção e segurança aos cicliistas. Portanto, 67 ou 87 quilometros de Joinville não representam nada à necessária mobilidade.
  2. #1 leonardo k Write e-mail
    2012-07-3002:04:19 acho ridicolo isso pois estou na alemanha e vi q joinville nao e mais se vc um dia for para alemanha vao notar q a muito mais ciclovia do q joinville e quase na cidade nao tem carro !!!

    por isso nao fiquem se achando e trate de visitar a alemanha pois morre mais jente de bicicleta do q carro la.

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