Bici-anjos ajudam ciclistas inexperientes pelas ruas de SP

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asEles acompanham ciclistas novatos, dão dicas de roteiro e quais medidas de segurança devem ser adotadas. Os chamados bici-anjos são ciclistas mais experientes que fazem o papel de anjos da guarda dos novatos até que eles se sintam seguros em trafegar pela cidade de São Paulo. O trabalho dos "padrinhos" é como o de um instrutor de uma "bike-escola". Os mais experientes vão do lado dos principiantes em trajetos como entre a casa e o trabalho. A diferença é que os bici-anjos fazem isso sem cobrar nada. O objetivo deles é estimular o uso da bicicleta.

"É uma forma de ajudar as pessoas e incentivá-las a usar um meio de transporte melhor", diz o analista de sistemas Bruno Gola, de 21 anos, que já acompanhou três iniciantes pelas ruas da cidade, dois deles nem eram seus amigos. "A gente se conhece na bicicletada ou alguém pede ajuda na lista de e-mail", conta ele, que há um ano usa só a bicicleta para se locomover pela cidade e até colocou o carro a venda. "Desde que comecei a usar a bicicleta melhorou meu humor, meu ânimo, meu corpo", diz ele. A bicicletada reune ciclistas toda última sexta do mês. O ponto de encontro é a Praça do Ciclista, que fica no canteiro central da Avenida Paulista entre as ruas da Consolação e Bela Cintra.

Outro que também faz o papel de bici-anjo é o cicloativista Leandro Valverdes, que diz já ter acompanhando pelo menos dez pessoas que temiam circular sozinhas pelo trânsito paulistano. "A gente vai junto e dá dicas para deixar a pessoa segura", diz. Ele afirma que o maior medo dos iniciantes é ser atingido por um carro ou ônibus.

De acordo com Valverdes, antes de colocar a bicicleta na rua é preciso traçar um roteiro para evitar avenidas de fluxo intenso, como as marginas e a Avenida 23 de Maio. "Nem sempre o caminho do carro ou do ônibus é o melhor para o ciclista", adverte. "Outro erro crasso é andar na contramão, não se deve fazer isso", acrescenta.

 

De iniciante para bici-anjo

Valverdes e Gola foram os bici-anjos da publicitária Drielle Alarcon, de 23 anos, que usa a bicicleta quase diariamente para ir de casa, na Vila Madalena, Zona Oeste, ao trabalho, no Morumbi, na Zona Sul. "De carro eu levava uma hora para chegar ao trabalho, pegando ônibus e trem era uma hora e meia. De bicicleta, são 40 minutos", conta.

"A relação com a cidade muda. Morar em São Paulo deixa de ser um problema", afirma. Drielle conta que o começo foi difícil e que ficou nervosa no primeiro dia. Ela fez três trajetos acompanhada até começar a pedalar sozinha. "Você acha que é impossível, mas depois vê que é até melhor usar bicicleta do que carro."

Agora já experiente, a publicitária se tornou bici-anjo de dois colegas de trabalho. Um deles é o também publicitário Rafael Buciani, de 23 anos. "Meu maior receio era o trânsito e ela deu dicas de segurança e de como me posicionar melhor", conta ele, que começou a pedalar pela cidade há três meses. O publicitário conta que não adotou o novo meio diariamente porque às vezes sai muito tarde do trabalho. Neses dias, além do cansaço, pesa o medo de assaltos. Ele mora em Moema e trabalha no Morumbi, ambos na Zona Sul.

Personal bike

Além dos acompanhantes voluntários, há também aulas pagas para quem quer começar a pedalar. Sérgio Afonso, de 38 anos, se intitula personal bike e há dois anos dá aulas. Ele conta que já chegou a ter entre dez e 20 alunos por mês e cobra entre R$ 30 e R$ 50 por hora. Segundo ele, quem já sabe pedalar, em geral, com três aulas se torna independente.

asdfAfonso fundou o Clube dos Amigos da Bike há 11 anos e semanalmente realiza passeios gratuitos pela cidade. Às segundas-feiras, a pedalada é voltada para os iniciantes e conta com dez guias. A concentração é no Parque das Bicicletas, às 21h. É obrigatório usar capacete para poder participar e ter equipamentos de segurança.

Já o educador Arturo Alcorta, de 54 anos, diz ser especializado em aulas para pessoas que têm algum trauma. "Já peguei gente que tentava pedalar há dez anos e conseguiu", conta. Alcorta conversa para descobrir qual o problema e só depois segue para os pedais. "A minha técnica consiste em afastar os fantasmas e diminuir a ansiedade", resume ele, que cobra R$ 50 por aula.

Ciclovias

Atualmente, a cidade de São Paulo conta com 16 quilômetros de ciclovias. Elas ficam na Radial Leste, Avenida Inajar de Souza (Zona Norte) e Parelheiros (Zona Sul). A prefeitura diz que tem investido na bicicleta como meio de transporte desde 2006, quando foi criado o Pró-ciclista, um grupo que conta com a participação de várias secretarias e tem o objetivo de pensar o uso da bicicleta como meio de transporte em São Paulo.

Onde encontrar bici-anjos ou professores
http://www.bicicletada.org/Comunique-se_SP
www.escoladebicicleta.com.br
www.cab.com.br

Veja dicas de segurança.

Retirado de http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1091087-5605,00-BICIANJOS+AJUDAM+CICLISTAS+INEXPERIENTES+PELAS+RUAS+DE+SP.html em 19/05/09

 

 

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