Bicicletas podem garantir mais segurança e agilidade no trânsito em Florianópolis

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montezuma_ciclovia_fpolisDiminuir a poluição e deixar o sedentarismo de lado. É certo que é menos cômodo, mas deixar o carro na garagem e adotar a bicicleta traz um ganho social ainda mais amplo: contribuir para a diminuição dos congestionamentos nos grandes centros urbanos.

Na Capital, considerando o tempo de deslocamento, optar pelo carro, na maioria das vezes, não é o mais vantajoso. O teste, chamado de desafio intermodal, foi feito em setembro do último ano pela Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) com dois grupos de bicicletas, motos, carros e ônibus, saindo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e chegando ao Largo da Alfândega, no Centro.

Um grupo foi pelo trajeto Norte e outro, pelo Sul. Em ambos, as bicicletas chegaram primeiro. Os tempos de deslocamento também foram os mais baixos em cada grupo. No trajeto Sul, a bicicleta conseguiu a maior velocidade média em seu grupo, de 20,58 km/h. No Norte, a moto alcançou a maior velocidade média, mas a bicicleta ficou em segundo.

No levantamento final, a ViaCiclo chegou ao comparativo de gasto de R$ 5,14 para o carro que fez o trajeto Norte, enquanto as bicicletas não tiveram custos. Contando todas as variáveis - incluindo a avaliação dos participantes - as bicicletas tiveram a melhor média final: nota 8,96 da bicicleta do trajeto Norte contra 2,71 do carro do trajeto Norte.

Lei dá prioridade aos ciclistas

Para o diretor administrativo da ViaCiclo, André Soares, o desafio ratifica o que já se imaginava: "Não foi surpresa para nós a bicicleta ser mais eficiente perante os itens determinados. O teste já tem sido feito em outras cidades, e o resultado é sempre positivo para esse meio de locomoção". Além do que foi estudado no teste, Soares também destacou a facilidade de estacionar a bicicleta. Com um cadeado, o ciclista consegue amenizar o perigo de roubo. Como ele lembrou, o risco também existe para os carros. Soares ressaltou, ainda, que falta segurança aos ciclistas e nem sempre a lei de trânsito - que dá a preferência a quem está de bicicleta - é cumprida.

Mesmo assim, os ciclistas já perceberam que a opção pode ser a melhor no trânsito. Jader Asanuma está vendendo sua motocicleta por medo de um acidente. A opção foi pela bicicleta: "Faço compras para o restaurante onde trabalho de bicicleta. É muito diferente uma queda de moto e uma queda de bicicleta. Fico ligado nos cruzamentos e geralmente dou o lado, mas de bicicleta é mais tranquilo" - afirmou.

Enquete do DC > O que você pode fazer para melhorar o trânsito em sua cidade?

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Lilian Simioni - Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Título orginal: "Uma aliada da boa saúde e do ambiente"

Retirado de http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2526980.xml&template=3898.dwt&edition=12410&section=213em 29/05/09


MUDANÇA CULTURAL É PASSO OBRIGATÓRIO

adsfO colombiano Ricardo Montezuma, que trabalha com a questão da mobilidade urbana, com foco no transporte por bicicletas em várias cidades do mundo, palestrou em uma convenção ontem, na Capital. Ele apontou três fatores como essenciais para que uma sociedade adote a bicicleta como meio de transporte.

A mudança cultural de pessoas que usam bicicletas e de quem usa carros, inclusive com aportes financeiros, é o primeiro ponto. Depois, Montezuma destacou a vontade política e a infraestrutura de planejamento.

Para ele, na maioria das cidades da América Latina os problemas de falta de segurança são os primeiros que inibem o uso do meio de transporte. Montezuma lembrou que é importante destacar o que já existe na cidade. Em Florianópolis, por exemplo, ele citou a ciclovia da Avenida Hercílio Luz. O passo seguinte é persistir com os projetos, incrementando as ações sem buscar pretextos para abandonar o plano: "Se a ciclovia não funciona bem é porque algo está errado. Não é possível fazer uma cidade onde todos andam de carros, mas é possível fazer uma cidade em que todos andem de bicicleta, a pé ou de transporte coletivo" - avaliou.

Capital tem projeto para mais de 27 quilômetros

Segundo a arquiteta do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Vera Lúcia da Silva, em Florianópolis a projeção é positiva. Entre ciclovias e ciclofaixas executadas, em execução ou para serem aprovadas, são aproximadamente 27,4 quilômetros de extensão no programa chamado Rotas Inteligentes: "É fundamental o investimento em campanhas educacionais para a sensibilização da população sobre as vantagens no uso da bicicleta e o trânsito seguro" - concluiu.

Dicas para iniciantes
> Faça o trajeto inicialmente em um domingo, dia com menor movimento de carros
> Observe e estude as ruas, os cruzamentos e as faixas de pedestres Compare as rotas e identifique qual a melhor. A locomoção diária de bicicleta exige conhecimento e habilidade
> Para tornar a locomoção mais agradável, encontre alguém para fazer a rota com você. Isso cria um vínculo de socialização
> Utilize uma bicicleta adequada, regulada e confortável
> Conheça as leis de trânsito, que são favoráveis ao ciclista
> Onde não houver ciclovia, tenha cuidado. Ande do lado direito, mas permita que o motorista enxergue que você está na rua
> É conveniente o uso de capacete e espelho retrovisor
> Prepare-se e persista ao longo do tempo

Lilian Simioni - Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Retirado dehttp://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2526981.xml&template=3898.dwt&edition=12410  em 29/05/09

 

 

 

Última atualização ( Sex, 29 de maio de 2009 09:49 )  

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