O Brasil tem o quinto maior número de mortes no trânsito no mundo. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nesta semana publica o maior estudo já realizado sobre o impacto dos acidentes de carros para a saúde. Hoje, os acidentes nas estradas já são a décima maior causa de mortes no mundo. Para que pudesse comparar todos os países, a OMS se utilizou os últimos dados disponíveis, que são de 2007.
No caso do Brasil, as mortes chegaram a 35,1 mil naquele ano. Em termos absolutos, o número só perde para as mortes em quatro outros países.Segundo a OMS, os acidentes de trânsito matam 1,2 milhão de pessoas por ano, e metade delas não estava sequer de carro. São pedestres, ciclistas e motociclistas. Cerca de 584 mil pedestres e ciclistas morrem por ano, 46% do total das mortes. No Sudeste Asiático, 80% das mortes no trânsito envolvem pessoas que sequer têm um carro. Entre as pessoas de 10 a 24 anos, os acidentes hoje são a principal causa de morte no mundo. No total, 50 milhões de pessoas ainda sofrem algum tipo de acidente de trânsito, mas sobrevivem.
A OMS alerta que um dos problemas é a construção de casas e favelas às margens de estradas nos países mais pobres. Para os especialistas, o que preocupa é que o número de acidentes continua crescendo nos países emergentes. Diante do aumento da renda nesses países, o número de carros também aumentou. Mas não necessariamente os dispositivos de segurança.
Nos países ricos, a taxa de mortes está estável. Mas, nos países em desenvolvimento, a história é outra. "90% dos acidentes ocorrem nesses países mais pobres, mesmo que essas economias tenham metade dos carros que circulam no mundo", afirmou Etienne Krug, diretor do Departamento de Violência da OMS. Se o ritmo de crescimento das mortes for mantida como nos últimos dez anos, o mundo contará com 2,4 milhões de mortes por ano em 2030.
Um dos alertas é que apenas 15% dos 178 países avaliados tem uma legislação completa em relação ao trânsito, incluindo limites alcoólicos, limites de velocidade dentro de cidades e obrigatoriedade no uso de capacetes. O problema é que, mesmo nos países onde existem as leis, seu cumprimento é falho. Menos de 60% dos países tem leis que exigem o cinto de segurança para todos os passageiros. Entre os países mais pobres a taxa é de apenas 38%.
Menos da metade dos países tem o índice recomendado para a concentração de bebidas alcoólicas no sangue, de 0,05 gramas por decilitro. Em termos percentuais, o maior índice de acidentes está no Leste do Mediterrâneo e nos países africanos. As menores taxas estão na Holanda, Suécia e Reino Unido.
Baixe aqui o relatório em espanhol e em inglês.
Retirado de http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,brasil-e-o-5-pais-do-mundo-onde-ha-mais-mortes-no-transito,388354,0.htm em 22/06/09
Pedestres e ciclistas são metade das vítimas
Peões, ciclistas e motociclistas representam quase metade dos mortos em acidentes rodoviários, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima existirem todos os anos 1,27 milhões de vítimas fatais e entre 20 e 50 milhões de feridos.
O relatório global sobre segurança rodoviária da OMS, assente em dados e inquéritos realizados em 178 países no ano passado, indica que sem medidas imediatas os acidentes rodoviários serão a quinta causa de morte em 2030. Em 2004, eram a nona causa, sendo ambas as listas lideradas pelas doenças cardiovasculares.
Os acidentes na estrada são uma das três principais causas de morte entre os cinco e os 44 anos. Também provocam perdas globais na ordem dos 374 mil milhões de euros e custos entre um e três por cento do Produto Interno Bruto de cada país.
O documento divulgado hoje sublinha que 91 por cento das mortes mundiais na estrada ocorrem em países pobres e com rendimentos médios, onde se soma apenas 48 por cento do total dos veículos matriculados.
Nos países mais ricos registam-se 10,3 mortes por 100.000 habitantes, enquanto nos países pobres a taxa é de 21,5 e nos de rendimentos médios é de 19,5.
Entre os países com mais mortes estão a China, Estados Unidos, Indonésia, Egipto, Brasil e Federação Russa, enquanto com as taxas mais baixas seguem Holanda, Reino Unido e Suécia, mas neste último país os acidentes ainda são responsáveis por 20 por cento das mortes entre os cinco e os 19 anos.
Título original: "Estrada: peões e ciclistas são metade das vítimas"
Retirado de http://diario.iol.pt/sociedade/acidentes-sinistralidade-tvi24-oms-estrada/1069931-4071.html em 23/06/09













Comentario
2012-04-0307:49:06 Bom Dia eu li o comentário é queria saber o índice de mortalidade no ano de 2012.
2012-03-0316:59:13
2010-05-2809:21:05 na verdade se fala em 35,1 mil mortes por ano, mais são numeros q foram computados e fazem parte das estatísticas oficiais e não se consideram outros numeros q também fazem parte dessa triste realidade, como os acidentes nas zonas rurais por exemplo. esses numeros podem chegar a 50.000 mortes por ano no local se fossem computados com mais precisão.
2010-02-0816:49:40 Boa noite, eu li o comentário e achei muito interessante, eu gostaria também de saber dos numeros referentes ao ano de 2009.
2009-12-0912:33:11
eu li e reli esse documentario e achei ele muito importante para as pessoas que vive no trâsito como eu.Mas que pena que temos 50.000.000 de pessoas vivendo nessa cituação.