Felipe Aragonez já tem muitos quilômetros rodados como cicloativista. Trabalhou por 4 anos como bikerrepórter nas rádios Eldorado e Estadão/ESPN. Em 2009 ele resolveu formalizar seu ativismo, ajudando a fundar o Instituto CicloBR, que abria um canal de diálogo entre o poder público e empresas privadas. Ainda em 2009, a partir da reunião de dezenas de cidadãos atuantes na defesa da mobilidade por bicicletas, Felipe estava presente na fundação da Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo), para trabalhar pela construção de políticas públicas que atendam a mobilidade por bicicletas.









Imagine quase 18 quilômetros de uma ciclovia lisinha serpenteando pelo interior. Praticamente sem ser interrompida por estradas ou cruzamentos, ela passa por campos, quintais, pássaros gorjeando, um lago, alguns patos e, a cada 1,5 quilômetro, uma bomba de ar.
Os pontos de estrangulamento verificados no trânsito das cidades médias e grandes e a qualidade de transporte de massas são questões que estão sendo colocadas nos debates eleitorais deste ano. Não necessitamos elaborar grandes teses para perceber que a mobilidade urbana demanda pesados investimentos públicos e privados na construção de linhas de metrôs, corredores de ônibus, vias de trens leves, bondes, ciclovias e estacionamentos subterrâneos ou elevados.
O governo chileno busca alternativas para o trânsito de Santiago desde que as ruas da cidade, movimentadas tradicionalmente por carros, ônibus e caminhões, dividem espaço com outro meio de transporte: a bicicleta.


